Professor Caritat (LEFIS)

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Objetivo Geral[editar]

Apropriar-se do conhecimento das ciências sociais de modo que esta ofereça suporte para relativizar as diferenças e semelhanças culturais, inclusive com relação às relações de gênero e de raça, dentro do contexto da ideologia capitalista e da indústria cultural. Portanto, o pensamento crítico dos indivíduos, sobre a realidade da sociedade moderna e suas desigualdades, deve ser pauta de discussão em sala de aula para a busca de uma reflexão autônoma e libertadora.

Objetivo específico[editar]

Estudar com os alunos do segundo ano do ensino médio, na disciplina de sociologia, dois conceitos fundamentais do pensador funcionalista Émile Durkheim: solidariedade orgânica e mecânica, a partir do livro didático sociologia hoje, e da obra de ficção, a Curiosa Iluminação do Professor Caritat do autor Steven Lukes, buscando assim estabelecer novos laços de interação entre a teoria de um pensador clássico das ciências sociais e o mundo ficcional iluminista de Steven Lukes.

Metodologia[editar]

Diante de uma atividade inovadora no estudo da disciplina de sociologia, onde buscamos o casamento do rigor teórico dos conceitos das ciências sociais, com a amplitude e permissividade do mundo da literatura. Proponho, aos alunos a leitura parcial da obra: A Curiosa Iluminação do Professor Caritat, onde serão destinadas 04 aulas, para a realização da tarefa. Quanto a leitura os estudantes serão encorajados a lerem dois capítulos específicos da obra de Steven Lukes. Os capítulos 26 – PSIQUIATRAS e 27 SERVENTES. A atividade proposta contará com três momentos bem específicos e denominados da seguinte forma: Antes da leitura, o durante a leitura e o após a leitura.

A primeira AULA ,será para explicar a dinâmica escolhida para os estudos sobre solidariedade orgânica e mecânica, em Durkheim. Os primeiros esclarecimentos sobre o conteúdo que vamos estudar e os textos escolhidos serão realizados neste momento, assim como a formação das equipes de trabalho.

ANTES DA LEITURA: Segunda aula - Neste momento, será contextualizado aos alunos quem foi Durkheim. Farei verbalmente uma breve exposição da vida e obra. Depois, os estudantes serão convidados a uma conversa sobre a importância do trabalho e a pensar sobre suas diversas possibilidades de profissões. Durante as conversas, lançarei em classe um questionamento sobre a interdependência entre as profissões.

DURANTE A LEITURA: Terceira aula - Neste momento da atividade, será realizada uma supervisão direta do professor/mediador da leitura dos dois capítulos da obra de Steven Lukes. Os capítulos 26 – PSIQUIATRAS e 27 SERVENTES. Nestes dois capítulos, escolhidos para a leitura, os estudantes serão orientados no sentido de perceberem os problemas abordados pelo autor, na especificação absurda e absoluta, que o personagem mergulha ao percorrer estas duas comunidades.

Na quarta e última AULA, para o fechamento da discussão em classe e a produção de um texto escrito de próprio punho ao final da aula, com o entendimento dos estudantes. Espero ser possível amarrar as ideias do texto, com devidos apontamentos de qual, ou quais são as passagem do capítulo lido será possível relacionar ou aplicar os conceitos de solidariedade orgânica e mecânica.

Avaliação[editar]

Produção por equipes de um texto escrito, com o entendimento dos estudantes sobre a relação possível entre os dois capítulos estudados e os conceitos de DURKHEIM, solidariedade orgânica e mecânica, discutidos em classe .

Bibliografia[editar]

AMORIM, Henrique; BARROS, Celso Rocha de; MACHADO, Igor José de Renó. Sociologia hoje. 1º Ed. São Paulo: Ática, 2013.

A curiosa iluminação do professor Caritat: uma comédia de ideias?Steven Lukes: tradução, Sônia Torres: revisão de tradução e notas, Célia de Andrade Lessa. – Rio de janeiro: Revan, 1997. 1ª reimpressão 272p.

Comentários[editar]

Peterson[editar]

(Para uma versão anterior do projeto)

Rodrigo, parabéns pelo projeto! Achei bacana a delimitação de quais conceitos você deseja trabalhar, a organização, o recorte dos capítulos - e o fato de pretender fazer a leitura em sala de aula é interessante... "Garante", até certo ponto, que a leitura será feita e você estará ali pra ajudar se surgirem dúvidas e tal. Tive uma dúvida específica: no livro os alunos vão precisar saber o que acontece antes dos capítulos pra conseguir lê-los? Ou entrando assim direto no 26 e 27 eles vão acompanhar sem problemas?

Teve algumas coisas que senti falta, outras que não ficaram muito claras... Por exemplo:

Qual é a discussão proposta para acontecer antes da leitura do livro? (Tipo o que conversamos no primeiro encontro) Em outras palavras, por que os alunos se interessariam por ler essa história, esses dois capítulos, sem estar antes instigados por alguma discussão que os deixe genuinamente curiosos e "desestabilizados" (no sentido de sair da discussão sem saber o que pensar - e por isso a leitura apareceria como um salva-vidas!!). Lembrando que tanto um livro não "pop" (não tá no "mercado", na moda, etc) quanto Durkheim são assuntos cinzas, meio distantes deles... E eu sei que a ideia do livro é aproximar, mas é preciso aproximá-los da leitura também! Dava pra perguntar, por exemplo, como que as pessoas conseguem viver juntas em primeiro lugar. Afinal, é uma coisa difícil pra caramba: cada um tem uma cabeça, uma perspectiva, suas próprias ideias, vontades, sei lá. Se parar pra pensar, "dá um trabalho" fazer todo mundo agir com um mínimo de "coesão" (que é, afinal, a solidariedade do Durkheim), mas por outro lado não dá trabalho, porque não é uma coisa que fazemos muito intencionalmente, ela parece que só "acontece". Então ir tirando deles o que eles acham, coisas como isso... Como é que pode vivermos juntos, ainda mais tanta gente no contexto urbano, né... O que nos motiva a viver em grupo - e perceba que é uma perspectiva liberal pra caramba isso, né, contratualista; "escolhemos viver em grupo porque é melhor". E se for inevitável? Estilo Aristóteles, somos animais políticos e vivemos em bando mesmo e pra ficar sozinho e grupos isolados não dá de jeito nenhum? Sobre isso, alguns links interessantes: Ficar sozinho por longos períodos prejudica a saúde. Ficar sozinho por muito tempo pode te tornar mais antissocial (inglês).

Qual é a relação entre os capítulos e o Durkheim? Não encontrei no texto do projeto, e acho que seria bacana pra gente entender como exatamente eles se conjugam. Estou intrigado; quem são os psiquiatras e os serventes? De maneira breve, o que acontece, assim, nos capítulos, que faria os alunos pensar melhor sobre os tipos de solidariedade? Pode dar um exemplo? :) Você pretende fazer uma discussão mais explicativa? Se for o caso, o trabalho escrito por parte dos alunos pode ser um tanto quanto enfadonho para eles - mesmo que como um mecanismo pra vc, professor, saber que "deu certo", eles vão estar simplesmente repetindo o que vc já disse... Você poderia substituir tanto a aula explicativa quanto a escrita do texto final por uma discussão em que eles mesmos tenham que explicar as coisas - seria um jeito de "confirmar" a aprendizagem, creio, tão trabalhoso quanto as duas coisas mas mais dinâmico e gratificante! =D

Por que não também explorar a possibilidade de eles criarem um pequeno conto, talvez até reescrevendo, adaptando ou continuando as histórias dos capítulos 26 e 27? Desculpe se isso não pareça possível, mas é que como você não incluiu uma descrição dos capítulos no texto estou meio que no escuro aqui :)

Sabe o que dava pra fazer também? Pegar uns "contra-fatos" em relação ao que ele fala. Porque, convenhamos, Durkheim falava a partir de uma época muito incipiente da antropologia, e várias coisas que ele diz ali são extremamente simplistas, algumas simplesmente erradas. Dava pra falar pra eles sobre o Kula, especialmente se tiver alguma prod. audiovisual, pra tirar um pouco até um conceito bem arraigado popularmente de que existem sociedades "primitivas", que são mais "atrasadas" especialmente porque são mais "simples". Simples, nada!!! AHAEhAEhAEhea --- por exemplo, sobre o Kula: https://www.wikiwand.com/pt/Kula. Também o livro do Mauss sobre a dádiva é muito bom pra entender isso.

Outra coisa, por exemplo: sociedades "primitivas" são extremamente punitivas, coercitivas; o "direito" delas seria mais "violento" em vez de "distributivo". Puxa, olha a viagem dessa premissa. Como se o "direito" das sociedades estatais ocidentais não se fosse punitivo pra c&@#$o hehehe... Aliás, várias sociedades tradicionais eram substancialmente menos violentas e "coercitivas" em termos de "sistema judiciário"; Durkheim estava projetando todos os seus medos Hobbesianos em seus textos.

Enfim, algumas coisas são sugestões, outras eu adoraria ver ampliadas pra poder entender melhor o projeto, Rodrigo. Mas desde já agradeço e espero que você possa trabalhar essa leitura com os alunos!!!

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Ficou bacana a revisão!! Deu pra entender melhor o que esperar da atividade :)

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