Reconquista da Cidade Arcaica (Controlados)

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A última subfase da Primeira Guerra é a da reconquista da Cidade Arcaica. Depois da fase das aventuras, foi tomada a decisão coletiva de enfrentar o Yutsi Rubro e recuperar a antiga cidade de onde os humanos se originaram. A ela se seguiu a Segunda Aurora.

O Exército da Luz

Através da Rede de Luz, as cidades arranjaram um exército de 21 pessoas, uma de cada cidade. Armados com as melhores armas (de infantaria e artilharia) de Al-u-tengo e Rirn-u-jir, reuniram-se em dois grupos distintos para receber o melhor treinamento marcial disponível na época. 13 foram para Imiorina, e 8 foram para Ia-u-jambu. Os guerreiros de Ia-u-jambu foram depois para Enr-u-jir, e os de Imiorina, para Kerlz-u-een. Os grupos investiriam contra a cidade pelo norte e pelo sul ao mesmo tempo. A Rede de Luz facilitou a interação e o entrosamento de todos. Desde antes de saírem das cidades de treinamento, os grupos já se conheciam, e ao longo da jornada mantiveram-se sincronizados e em alerta.

A batalha pela Cidade Arcaica

Ao chegar na cidade, foram recepcionados pelo Yutsi Rubro. Ao mesmo tempo que o monstro atacou, os guerreiros tiveram um vislumbre da cor branca pela primeira vez: viam os arcos brancos. A batalha em si durou o dia inteiro: as investidas contra o Yutsi não funcionavam, e à medida que os guerreiros até se feriram, mas nenhum morreu, começaram a se perguntar até que ponto o medo não estava influenciando suas ações, tornando os ataques tímidos demais e, portanto, ineficazes. O medo era justificado. O Yutsi Rubro era maior que um yutsi normal, mas nem por isso tornava-se moroso ou cansado. Ele não parecia precisar parar para nada; sua única necessidade na existência era a belicosidade. A batalha tornava-se, assim, um jogo de peças em que os soldados se escondiam, passando de um lugar para outro na tentativa de escapar ao escrutínio do monstro, e planejando assim ataques furtivos apenas, que visavam pegá-lo de surpresa e em situações de vulnerabilidade - ou seja, eram raros, mas pelo menos pouco arriscados. Aos poucos, as táticas pouco usuais do monstro formaram padrões, e os guerreiros usaram da Rede de Luz para combinar perspectivas e criar uma estratégia mais inteligente para se aproximar dele. O animal, contudo, rechaçou os ataques com ainda maior força, e nada parecia contê-lo. Em um determinado momento da batalha, já no segundo dia, o Yutsi Rubro esbarrou com força contra uma das colunas dos arcos brancos e, aos resvalar nela, saiu tonto, cambaleante, enquanto que o arco sequer se moveu. A cidade estava em ruínas, mas algumas poucas estruturas que ainda restavam claramente não incomodavam o Yutsi, que destruía tudo que estava em seu caminho, até mesmo árvores, mostrando-se superior em força a qualquer obstáculo. Ficou claro, assim, que os Arcos eram a única força contra a qual o Yutsi nada podia. Os guerreiros armaram uma armadilha tática para o Yutsi. Ele acabou por tombar novamente contra a estrutura e, quando ficou fragilizado, foi atacado em massa por seus pontos fracos, os espaços entre as cascas duras que cobriam seu corpo. Os guerreiros foram feridos pelas reações do monstro, mas depois de muito esforço, o Yutsi Rubro finalmente morreu.

Consequências da reconquista

A notícia foi imediatamente transmitida à Rede de Luz central, de onde ela imanou para o resto do continente. As cidades comemoraram com festas e homenagens que marcaram aquele dia como uma vitória sem igual na história da humanidade. No entanto, um último desenvolvimento ocorreu antes que os guerreiros pudessem sair da Cidade Arcaica. O corpo do Yutsi Rubro, deixado morto no chão antes do ato de cremação (que ainda era debatida pelos guerreiros como a coisa certa a fazer ou não), desfez-se aos poucos, com partes ínfimas começando a bailar pelo ar, rodopiando na brisa. Esses pedaços minúsculos de seu corpo penetraram suavemente nos corpos dos guerreiros, incorporando-se às peles deles. Nenhum efeito imediato aquilo pareceu causar: o fato, estranho, foi comunicado, mas interpretado de forma variada ao longo de Heelum. Enquanto uns tiveram medo de que agora os guerreiros se transformassem em Yutsi Rubro, outros tinham certeza de que o mistério de Heelum, ao ir embora, permaneceu no corpo dos guerreiros como lembrança de suas bravuras. O acontecimento, de qualquer modo, foi registrado em um dos Arcos Brancos; era a primeira inscrição nos Arcos desde a Primeira Aurora. A reconquista fez mais que apenas terminar, em tese, a Primeira Guerra. Quando os guerreiros voltaram a suas cidades de origem, foram recebidos com grandes honrarias. Foram reconhecidos como os mais corajosos, inteligentes, confiáveis e justos. Sendo assim, passaram a exercer considerável influência na vida pública das cidades, e tanto eles quanto seus descendentes passaram a ser conhecidos como "mestres", termo que embora tivesse em comum, entre todas as cidades, o significado de distinção e potência que os guerreiros representavam, queria dizer coisas diferentes também; em alguns lugares eles logo seriam aclamados como grandes líderes. Em outros, eram simples figuras de importância discursiva, sem necessariamente poder político desequilibrado em favor deles. Os magos tiveram origem nestes 21 guerreiros (embora as pessoas não tenham uma consciência muito aguda disto), uma vez que, gerações e gerações depois, foram os mestres que primeiro exibiram sinais do mistério. O início da Segunda Aurora, contudo, não é em fases subsequentes entendido como o dia em que o Yutsi Rubro foi morto. É visto, antes, como localizado na na noite em que a Rede de Luz desapareceu.