Segunda Guerra Moderna (Controlados)

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Segunda Guerra Moderna é uma fase da história de Heelum que sucedeu a Primeira Guerra Moderna e antecedeu a Terceira. Neste período ocorreu a guerra entre Al-u-tengo e o resto de Heelum, em especial as cidades ao nordeste.

O destino de Fennvir

Fennvir foi um mago bomin de Al-u-tengo destinado a ser mestre da cidade por ser o único descendente do mestre atual de sua época. A família que dominava a legitimidade da política local era (secretamente) completamente composta por magos bomins. Ele era um mago sem dúvida talentoso, mas não compartilhava dos sentimentos de Mosves; para ele, os não-magos não necessariamente precisavam ser dominados, escravizados ou de alguma outra forma precisavam prestar homenagem aos magos; havia um certo equilíbrio no sistema vigente, e Fennvir não queria estragá-lo - especialmente depois de ver como outras cidades conseguiram derrotar o primeiro governor, apesar de todo seu extraordinário poder. A cautela foi o principal sentimento entre os magos no fim da Primeira Guerra Moderna.

A descoberta

Através da funcionários do governo, histórias sobre a habilidade mágica da família dos mestres começou a circular a cidade, e ganhou notoriedade quase que imediata. As histórias incluíam acusações de mentira - já que os mestres da cidade haviam sido magos há gerações - de manipulação - ou seja, o uso de tal habilidade para conservar o poder, legitimando o sistema relativamente monárquico de governo - e de perigo: Fennvir seria excepcional com a magia, o que faria dele uma ameaça tão grande quanto Mosves. A dinâmica da história foi complexa; a notícia ganhou corpo rapidamente e se radicalizou na população, aproveitando o clima de medo após a Primeira Guerra e uma certa insatisfação com o governo contemporâneo. Seria difícil, após a disseminação destas ideias, reverter na população a certeza sobre o que estava ocorrendo. Mais importante que isso, a notícia se espalhou também para cidades vizinhas.

Levante e admissão

Muitos grupos na cidade começaram a ficar incomodados com a descoberta - e embora Al-u-tengo nunca tenha sido particularmente famosa por sua contrariedade em relação aos magos, tampouco eram poucos aqueles que os rejeitavam. Antes que as coisas saíssem de controle, os mestres resolveram calar os dissonantes e reconquistar o controle da cidade. Os pais de Fennvir, Klaans e Lieke, renunciaram ao posto para que Fennvir, que não tinha uma companheira, assumisse o controle. Ele admitiu sua origem mágica e sua habilidade como governor, e o sol deixou de nascer por um dia. Contudo, Fennvir disse que aquilo o tornava mais capaz para governar, não menos. A cidade foi então consideravelmente pacificada. O debate público sobre o assunto diminuiu, e poucos questionavam ativamente a nova liderança. Embora o problema interno tenha sido resolvido, as outras cidades tomaram a admissão como o elemento que faltava para atacarem.

A Guerra

O ataque como melhor defesa foi a estratégia das cidades vizinhas; não necessariamente contra a magia, mas contra um novo governor que trouxesse batalhas para seus territórios, Ten-u-rezin e Al-u-ber foram as primeiras cidades a enviar tropas. Estas, no entanto, vindas todas do leste, foram neutralizadas. Fennvir usou de seus poderes para provocar a união de seus cidadãos e a determinação das tropas, cuja tradição militar, especialmente com a arquearia, é famosa. As jirs ao norte não colaboraram com os invasores; a defesa se concentrou nas jirs a oeste do Rio do Norte, e a sul do Rio Podre - sem pontes nos pontos mais largos, intransponível para humanos. Imiorina enviou suas forças um pouco depois. Vindas do sul, poderiam atingir a jir central com mais facilidade - mas teriam que passar por florestas que não conheciam bem, o que deu às tropas magicamente motivadas de Al-u-tengo uma vantagem e permitiu segurar os novos adversários a distância.

Outras cidades se unem à causa

Depois que os primeiros ataques falharam, a tensão aumentou no resto de Heelum. Se o primeiro govenor falhou, o segundo deveria também, antes que ele resolvesse ser expansionista. Sua decisão de manter sua palavra, tentando criar uma imagem de mago responsável e diferente de Mosves, não convenceu outras cidades - e em última instância, causou sua ruína. Imiorina conseguiu chegar perto o bastante para exigir mais e mais das defesas do sul, além de conseguir sufocar a jir central com a produção das próprias jirs da cidade localizadas na floresta. Tropas de Dun-u-dengo, Novo-u-joss e Inasi-u-een navegaram pelo Rio do Norte, evitando a travessia, enfraquecendo a defesa a oeste do rio e permitindo que o ataque de Al-u-ber e Ten-u-rezin fosse mais efetivo. Quando as tropas conjuntas começaram a estrangular a jir central, deserções do exército defensor em números brutais foi o sinal de que algo estava errado: Fennvir havia sido morto por rebeldes da própria cidade.

Consequências da Segunda Guerra Moderna

Os exércitos vencedores deixaram a cidade assim que a ordem foi restabelecida; o grupo organizado rebelde que tomou o governo declarou a retomada do governo sob nova liderança, além de uma regra que estabelecia o registro dos magos da cidade e a apresentação de qualquer mago forasteiro junto ao registro assim que entrasse na cidade. O confronto incentivou mais cidades a organizarem e fortalecerem seus exércitos: a lição foi a de que os governores não são fenômenos únicos ou muito raros, e que em breve eles poderiam voltar a surgir. Fosse onde fosse, as cidades precisavam estar preparadas para defender - e, na prevenção, para atacar.

Espólicos

A crescente militarização das cidades inaugurou uma era de popularização de todo um linguajar marcial jamais visto em Heelum. Isso teve consequências para além das pragmáticas - toda uma nova filosofia quanto à "máquina humana" de guerra, além da reflexão sobre o que um segundo grande confronto entre humanos significava. O surgimento de uma época de ouro dos exércitos inspirou Napiczar, o governor da nascente tradição dos espólicos, em seus objetivos específicos.

Furturos

Os Furturos vivem em um pântano na região noroeste de Heelum. São seres tidos como calculistas, frios e trapaceiros, vivendo em clãs de hierarquia rígida e lutas por dominação. São como macacos sem pêlos, curvados como os vaziros, e entende-se que tenham surgido da fase final de dominação das tropas por parte de Fennvir, quando da incursão final sobre a jir central de Al-u-tengo - tendo surgido de parte dos desertores. Mais tarde, serão estudados por Jen, do círculo de intelectuais de Ia-u-jambu.

Teorias alternativas

Há duas principais teorias alternativas quanto aos eventos da Segunda Guerra Moderna. Todas elas tentam conciliar o fato de que Fennvir nunca foi tido, em relatos de pessoas próximas a ele, como particularmente excepcional; além disso, muitos duvidam da existência de algo como um "mago ético", que possuía o mesmo poder que Mosves mas não desejava usá-lo num contexto de conquista. A primeira teoria é a de que ele não era governor, mas uma vez que os boatos se espalharam pela cidade e o povo se convenceu disso, era inútil tentar convencê-los do contrário - e a propaganda contrária só cresceria até o ponto em que se exigiria alguma forma de punição, como a prisão, o exílio ou quem sabe a morte (afinal, se ele fosse de fato um governor, nada adiantaria). Assim, ele assumiu o lugar dos pais para manter as aparências, e os magos bomins da cidade concordaram em mantê-las ao fazer o trabalho de dominação em seu lugar - há relatos de que os magos jamais estiveram tão ocupados quanto no período da guerra, embora com Mosves a situação era exatamente a oposta; Mosves causou, inclusive, a morte dos principais magos de Prima-u-jir assim que tomou o poder na cidade. Essa teoria, contudo, não explicaria o não-nascimento de Roun por um dia inteiro, a marca do poderio de um governor. Para isso, há uma segunda explicação, que se apoia na primeira e a expande: a verdadeira governora seria uma mulher chamada Petra, uma rica comerciante e opositora pública do governo de Al-u-tengo. Ela teria espalhado os rumores sobre a magia na família dos mestres, e teria convencido o povo a acreditar neles com furor; teria feito o trabalho de Fennvir, sustentando a noção de que havia de fato um governor defendendo a cidade contra os forasteiros; e teria então matado-a, libertando assim os dominados de sua influência ao mesmo tempo, e conquistado a cidade para si. Petra era de fato uma maga bomin, a primeira a se registrar como tal após a edição da lei que exigia o registro dos magos; depois, no entanto, nunca governou com o ímpeto de Mosves, por exemplo. Ela rebateu as acusações como revisionismos de aliados de Fennvir e seus pais.