Palestras e oficinas literárias

Para mim, contribuir com o crescimento da literatura no Brasil e com a popularização do hábito da leitura é uma responsabilidade do escritor. Ao mesmo tempo, é uma grande oportunidade de entrar em contato com fãs da literatura que possam vir a ser, também, leitores das minhas obras!

Oficinas literárias

Quando comecei a escrever a Série Controlados, eu sabia que ela seria capaz de provocar grandes discussões sobre questões extremamente relevantes para o nosso mundo hoje: desigualdades econômicas, influências socioculturais, ativismo, ética, poder… Tudo isso é central para entender o simbolismo presente nesses livros.

Foi por isso que em 2013, em parceria com a biblioteca do Centro de Educação Municipal Profa. Maria Iracema Martins de Andrade (CEMIA), em São José, SC, comecei um projeto de oficinas literárias para levar A Aliança dos Castelos Ocultos para mais perto de alunos do nono ano do ensino fundamental.

Projeto "Um dedo de prosa com escritores catarinenses"

Não poderia ter dado mais certo. Os alunos adoraram, os professores colaboraram – foram duas aulas para cada turma, uma aula diferente em que conversamos bastante e desenvolvemos uma boa linha de pensamento. Nos anos seguintes, várias escolas da Grande Florianópolis participaram do projeto, públicas e privadas, sem pagar nada, e os resultados são sempre semelhantes.

Antes de ser uma palestra, uma oficina literária (nesse caso, uma oficina de leitura) é uma espécie de conversa guiada: interativa, com vídeos, referências às notícias e à cultura pop, e bastante espaço para os alunos se inserirem e avançaram a discussão em seus próprios termos.

Workshop "Literatura Fantástica" no Colégio de Aplicação, na Universidade Federal de Santa Catarina

Os temas são apresentados como questionamentos, problematizações, e propostas baseadas em autores e pensadores. A ideia é sempre convidar à reflexão: não dá pra resolver as grandes questões do mundo em uma hora e meia, mas pode-se plantar sementes e uma ideia geral sobre o que já se discutiu sobre o assunto – e um evento como esse pode se alongar para dentro da sala de aula mais tarde, expandindo ideias e momentos da oficina para novas direções (e sempre acaba fazendo isso, segundo minhas experiências).

A maioria das oficinas envolve diretamente a leitura: há momentos específicos em que os alunos leem curtos capítulos da obra sendo trabalhada para podermos então discutir com mais propriedade o que está sendo trabalhado. Isso é importante porque trabalha a interpretação de textos, por um lado, e por outro porque dá um exemplo mais concreto da forma como podemos, a partir da leitura que fazermos, lermos também o nosso próprio mundo. O momento da discussão pós-leitura serve para mostrar para os alunos como a leitura não só nos tira do real, levando-nos para outros mundo; ela nos devolve com o poder de ver o nosso mundo de novas maneiras.

Alunos conversam com autor ao final de uma oficina sobre literatura fantástica.

A ideia é sempre trabalhar a literatura em conjunção com tópicos que a escola já está abordando junto aos alunos. A partir dessa necessidade nasceram vários “modelos” de oficina, tais como:

  • Desigualdades e influências: uma discussão sobre o poder
  • Oficina Identidade
  • Oficina Comunidade
  • Pensando a literatura fantástica
  • Desigualdades, influências e sustentabilidade: um viés político para a questão ambiental

Palestras

Além de oficinas literárias, preparo também palestras envolvendo a literatura e a Série Controlados.

Em 2015, estive na Segunda Exposição “Guerreiros: do Bronze ao Aço”, no Palácio Cruz e Souza, para uma palestra sobre os desafios na literatura fantástica atualmente. Estive também em feiras literárias em Santa Catarina, participando como autor independente.

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